DA FUSÃO DO AMOR ETERNO
Era como se o mundo todo não existisse enquanto só havia o entrelaçar daquelas pequenas mãos. Tão apertado sob aquele instinto primitivo, nada escapava, nem mesmo o suor contido daquelas palmas. E era nesse contexto que, por vezes, berros soavam caso houvesse algum deslize vosso quanto ao caminho delineado, pois não podia perder-vos. Primeiro, porque não se perde a cabeça e o coração em lugar qualquer, porquanto são extensão de mim mesmo e falhar-me-ia a vida se me os amputassem. E segundo, porque não ousaria ter de justificar qualquer perda aos olhos superiores, pois como poderia eu explicar-lhes que não tive atenção quando, Pai e Mãe vazios sem seus filhos desbravavam terras além-mar, a responsabilidade doridamente tinham delegado e que a mim fora subdelegada em determinadas circunstâncias? O meu dever era ser, sobretudo, intransigentemente cuidadoso em cada passo e em cada direção. Capitão, autoritário, como a vovó dizia...